sábado, 20 de março de 2010
Lições de economia política
Eu acho que gosto de ser professor. Pelo menos dediquei minha vida à educação, a minha e a de outros, já que hoje (e não só de hoje) tenho alunos, pelos quais me sinto muito responsável. Naturalmente, gasto parte considerável do meu salário e do meu tempo estudando, pesquisando, consumindo cultura, etc, etc, etc.
Fico imaginando o que eu faria se fosse secretário ou ministro da educação: certamente eu não iria abrir uma loja de roupas ou uma enoteca, por exemplo - uma livraria talvez, mas uma enoteca? O que uma enoteca tem a ver com educação? O que uma pessoa dedicada à educação faria numa enoteca (especialmente quando se conhece o salário de um professor)?
É, certamente eu não sou uma pessoa refinada, e por isso mesmo nunca chegarei a ser nada... E me assusta - muito - olhar os políticos que me cercam.
(imagem: "in vino veritas" - para ser mais explícito, essa postagem "repercute" as escolhas de um político atual, que, segundo se noticia, é sócio de uma enoteca chiquérrima e milionária, enquanto cuida da educação pública...)
domingo, 14 de março de 2010
General relativity
Quem olha para o Sol geralmente não se preocupa com saber como ele funciona. Ele funciona, oras bolas! Do mesmo modo, a maioria das pessoas simplesmente aceita o fato de que as coisas caem no chão. Na verdade, durante muito tempo se aceitou a idéia de que as coisas caíam no chão por o chão ser o lugar natural delas...
O entendimento do universo pela humanidade avançou um pouco além disso: hoje sabemos que a massa da Terra, através de algo chamado gravidade, distorce o espaço, de modo que o caminho mais fácil para a maioria dos corpos ao redor da Terra seja dirigido para o centro da Terra. A gravidade é isso: ação da matéria sobre o espaço.
A gravidade está presente no Sol também. É por conta dela que um número absurdamente enorme de átomos de hidrogênio se uniu numa esfera gigantesca, tão apertadinhos que, no centro da esfera, a pressão é capaz de fundir dois deles num outro átomo diferente, o hélio, com um bocado de calor sendo produzido nesse processo. O Sol é um esmagador de átomos de hidrogênio, e como subprodutos dessa atividade surgem átomos de hélio e energia...
Como será a gravidade dentro da Terra ou dentro do Sol? Fora, é mais ou menos fácil de saber: basta acompanhar a trajetória dos corpos que são atraídos pelo Terra ou pelo Sol. Mas e lá dentro? Há uma teoria que, ao menos em tese, como primeira aproximação, permitiria imaginar como a gravidade se comporta dentro dos corpos: é a relatividade geral. No entanto...
As equações da relatividade geral para o interior de corpos esféricos são bastante complicadas. Desde 1916 se sabe resolver bem a gravidade fora desses corpos, mas, passados quase cem anos, a quantidade de modelos matemáticos que poderia representar, na relatividade geral, corpos como o Sol ou outras estrelas é pequena, menos de uma dúzia.
Esse é um campo de estudo quase abandonado hoje, o da obtenção de soluções exatas da relatividade geral. Em geral, é difícil obter soluções exatas interessantes. É muitíssimo mais fácil ter uma idéia mais ou menos vaga sobre o assunto, e transformar essa idéia num gráfico feito por métodos computacionais a partir das equações da relatividade geral. É o que se chama de solução numérica do problema, e é uma abordagem bastante válida, mas incompleta: no fim, o que se fica sabendo é mais ou menos como as coisas funcionam - o ideal seria ter modelos mais completos.
Hoje, na era dos computadores (não é ruim que essa seja a era dos computadores, não: eu estou escrevendo esse texto online, num deles...), parece um absurdo alguém se preocupar com cálculos matemáticos. É muito mais rápido e fácil - e menos frustrante - pedir que um computador faça o trabalho; afinal, eles foram feitos para isso. No entanto, eu acho divertido procurar soluções matemáticas para problemas físicos: é como buscar saber qual tipo de peça se encaixa num buraco que não se vê direito - será um quadrado, um círculo, ou outra coisa?
Brincadeira de criança, sim. Ou talvez um jogo de palavras cruzadas ou um sudoku mais sofisticado. Tanto faz: para mim, o importante é brincar. Eu, por exemplo, brinco de ser um soldado da tropa do "general" relatividade...
(imagem: o Sol, visto pela câmera de raios X do satélite Yohkoh)
Brincar, jogar, cantar e contar
Quase todo mundo já deve ter visto crianças brincando de casinha. O que pouca gente se dá conta é que a brincadeira continua vida adulta afora, muitas vezes. E o interessante do amor é isso: é um faz-de-conta que funciona muito bem se compartilhado...
(imagem: detalhe de quadro do holandês Peter Brueghel)
Caos
Nunca ninguém me disse: "seu desejo é uma ordem!" Nem poderia: meu desejo é desordem...
(imagem: um fractal)
sábado, 13 de março de 2010
O que é ciência, afinal?
Um amigo meu, que é um cientista de verdade, tem um blog, onde escreve alguns textos bem interessantes. No último que li, o parágrafo de encerramento, depois de uma longa argumentação, era
"Somos todos humanos. Dessa forma, criamos deuses, milagres e lugares inatingíveis pra aplacar um pouquinho da nossa insignificância."Não pude deixar de notar que ele deixou de fora a maior das invencionices humanas, que prefiro não nomear. Só vou lembrar de um diálogo num filme, "Contato", baseado numa estória de Carl Sagan (agradeço ao imdb):
[Ellie desafia Palmer a provar a existência de Deus]Invenções intelectuais, há muitas, e nós acreditamos nelas, para não nos sentirmos tão pequenos. Eu, por exemplo, só consigo viver por amar a ciência. Dá para ser de outro jeito?
Palmer Joss: Você amava seu pai?
Ellie Arroway: O quê?
Palmer Joss: Seu pai. Você o amava?
Ellie Arroway: Sim, muito.
Palmer Joss: Prove.
(imagem: detalhe de um quadro de Ângelo Bronzino, "Alegoria do triunfo de Vênus")
Poemas
Todos os dias almoço com meus companheiros de trabalho, quase sempre todos homens. E sinto, ouvindo as conversas, que eu não valho a comida que como. Então, como menos, a cada dia.
Do que eles falam? Do que os homens devem falar desde que o mundo é mundo, desde que a fala foi inventada: contam piadas, falam de mulheres, do trabalho, de "coisas". Eu sigo o ritmo, e faço o mesmo, mas sinto.
Sinto muito: eu não queria falar dessas coisas, eu não queria almoçar, nem jantar. Eu queria apenas fazer poesia o tempo todo, e desaparecer no fim do dia, preenchendo o céu de cores: eu queria ser o pôr-do-sol.
(imagem: túmulo do poeta francês Jacques Prévert, que escreveu "L'âne le roi et moi Nous serons mortes demain L'âne de faim Le roi d'ennui Et moi d'amour" [O burro o rei e eu Estaremos mortos amanhã O burro de fome O rei de tédio E eu de amor]; eu acho que morro dos três...)
Sobre homens e montanhas
No alto da minha alma há nuvens, e gelo. Além, um solitário sol eterno.
(imagem: o monte Etna, palco do que, segundo a wikipédia, foi a primeira escalada registrada em tempos modernos, feita pelo imperador Adriano, por volta do ano 120; a escalada teve como objetivo "testemunhar o Sol nascer", como se pode ler em "Hadrian", de Stewart Perowne, disponível no Google Books...)
quarta-feira, 10 de março de 2010
O sol do Brasil
- o rio Tietê, que demonstra o carinho que os paulistanos têm pela natureza;
- a natureza exuberante na cidade;
- a beleza intrínseca de regiões como a Zona Leste;
- personalidades vibrantes, como Paulo Maluf - que é a cara do paulistano;
- os parques, bibliotecas e museus, espalhados pela cidade toda;
- o transporte público de qualidade, com destaque para o metrô, que dá de dez a zero no de qualquer grande cidade do mundo;
- o trânsito da cidade, sempre fluindo, sempre civilizado;
- os motoboys (quem poderia esquecer deles? são um atrativo à parte);
- o clima, com chuvas, frio e calor sempre nas quantidades certas;
- o céu noturno, inacreditável;
- os horizontes - em qualquer ponto da cidade a vista é deslumbrante;
- a sensação de segurança, especialmente à noite;
- as marginais - duvido que alguma outra cidade tenha obras viárias tão belas e sofisticadas;
- a Cidade Universitária, centro de convivência de pessoas das mais diferentes classes sociais;
- a imprensa local, cosmopolita e imparcial;
- o caldo cultural e intelectual da cidade, que produziu diversos ganhadores do Prêmio Nobel;
- as ciclovias, que fazem ter vontade de só se andar de bicicleta;
- o ar puro;
- a culinária da cidade, com restaurantes todos de ótima qualidade e acessíveis a todos os bolsos;
- a humildade dos paulistanos, que não se consideram acima de ninguém;
- os cinemas, super bem distribuídos pela cidade;
- a distribuição de renda na cidade;
- os aluguéis, dentre os menores do Brasil;
- o respeito pelos cidadãos mais humildes, demonstrado, por exemplo, por Boris Casoy, apresentador da paulistana TV Bandeirantes.
(imagem: um Brasil ideal?)
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Os problemas do milênio
Li, certa vez, um livrinho interessante chamado "Os problemas do milênio", de Keith Devlin, que, num site de comércio eletrônico, aparece com a seguinte resenha:
"Em maio de 2000, o Clay Mathematics Institute (CMI) - ONG norte-americana que desenvolve e dissemina conhecimentos matemáticos - ofereceu sete prêmios no valor de um milhão de dólares cada. Para receber a bolada, basta solucionar um dos problemas de matemática propostos. Mas a riqueza não vem fácil: os problemas são considerados por um comitê de matemáticos como os mais complicados e mais importantes desta área em nossos dias. O anúncio causou rebuliço e manteve a mídia interessada desde então. OS PROBLEMAS DO MILÊNIO, do matemático e escritor Keith Devlin, fornece embasamento para cada um dos problemas, descreve como surgiram, o que torna cada um deles particularmente difícil e tenta esclarecer por que os matemáticos os consideram tão importantes."Bem, esse tipo de prêmio de um milhão de dólares não é tão incomum no exterior. Há, por exemplo, o
"One Million Dollar Paranormal Challenge (Desafio Paranormal de Um Milhão de Dólares), no qual a James Randi Educational Foundation pagará um milhão de dólares a qualquer um que demonstrar evidência de evento paranormal, sobrenatural ou de poderes ocultos."Tais prêmios foram criados como incentivos: os prêmios do Clay Institute visam incentivar o estudo de problemas matemáticos, e o prêmio da James Randi Foundation parece incentivar a idéia de que não existem pessoas com poderes paranormais (se existem paranormais mesmo, eles devem ser muito desapegados aos bens materiais, já que nenhum deles quis o prêmio, que não foi pago até hoje...).
No Brasil moderno temos também um famoso prêmio de um milhão de reais, dado pelo programa de TV "Big Brother Brasil", patrocinado provavelmente por empresas e por ligações telefônicas do público (estou chutando: nunca assisti cinco minutos desse negócio, que é isso mesmo - um belo negócio). Eu só me escuso de dizer o que ele incentiva...
(imagem: Ignorância e Miséria, os problemas do milênio, na visão de uma das edições de "Um conto de Natal", de Charles Dickens - sabe, aquela estória do velhinho que é visitado pelo espíritos na noite de Natal...)
Como educar meu filho?
A Folha de São Paulo, jornal que eu assino, tem um caderno semanal chamado "Equilíbrio", em que uma psicóloga, Rosely Sayão, escreve uma coluna. Na coluna do dia 25 de fevereiro achei o seguinte trecho, destacado pelo jornal:
"... a classe média não se importa com as políticas públicas em educação e a imprensa se ocupa mais com o que acontece nas escolas privadas ..."A mulher descobriu a roda. Será que o grosso dos leitores da Folha, de classe média para cima, conservadores até o talo (eu diria até mesmo que são direitistas ou fascistas que ainda não saíram do armário), entendeu a mensagem?
Há, hoje, no Brasil, um partido político que representa a classe média. E adivinha como é o ensino público apregoado por esse partido? Sabe qual é o valor que esse partido, cheio da ideologia burguesa, dá aos professores das escolas públicas, ou aos servidores e serviços públicos em geral? Esmola para o povo, pois a classe média, por sua pujança econômica, pode se virar muito bem. Só quem tem grana merece viver bem, e o resto que coma as migalhas do banquete: essa é a idéia geral desse pessoal que, se pudesse, separava o Brasil de São Paulo...
Nada disso é novo. Faz tempo que o homem é o lobo do homem: ao vencedor as batatas!
(imagem: uma boa educação é coisa para as elites...)
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
O estrangeiro
Tem uma citação que não posso deixar de fazer:
"Um amigo meu saiu maravilhado depois de assistir a Avatar. Não parava de falar das montanhas flutuantes. E eu disse a ele: ‘Cara, seu planeta tem montanhas gigantescas de água. De água. Que flutuam em cima da sua cabeça todos os dias e quando viram chuva contribuem para o ciclo do líquido mais importante da sua existência’. A maioria vai de um lugar para o outro sem se dar conta da complexidade, maravilha e encantamento que é uma nuvem"Não posso deixar de fazer, por me fazer lembrar de outra coisa:
Ibrahim César, no 1001 Gatos de Schrödinger
"- De quem gostas mais?, diz lá, estrangeiro.A maioria, caro Ibrahim César, é como as nuvens: vão de um lugar para o outro, sem consciência, ao sabor dos ventos, e sem perceber a beleza da paisagem.
De teu pai, de tua mãe, de tua irmã ou do teu irmão?
- Não tenho pai, nem mãe, nem irmãos.
- Dos teus amigos?
- Eis uma palavra cujo sentido sempre ignorei.
- Da tua pátria?
- Não sei onde está situada.
- Da beleza?
- Amá-la-ia de boa vontade se a encontrasse.
- Do ouro?
- Odeio-o tanto quanto vós a Deus.
- Então que amas tu singular estrangeiro?
- Amo as nuvens... as nuvens que passam... as maravilhosas nuvens!"
Charles Baudelaire, em "O estrangeiro"
(imagem: nuvens, vistas por cima, na Wikipédia)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Watchmen
Esta postagem é para quem gosta de quadrinhos e sabe inglês: vale a pena...
"All we ever see of stars are their old photographs..." Não é verdade apenas para as estrelas: o mundo é uma coleção de fotografias, bidimensionais, amarelando rápido.
"All we ever see of stars are their old photographs..." Não é verdade apenas para as estrelas: o mundo é uma coleção de fotografias, bidimensionais, amarelando rápido.
A república
Não, o mundo, para mim, não é feito de sombras numa caverna, como no mito divulgado pelo filósofo grego Platão. Para haver sombras, é necessário que haja luz, em alguma parte - e não é isso que eu vejo: as pessoas não são projeções, sobre uma superfície, de algo iluminado. Para mim, de onde estou, simplesmente as pessoas não são.
Ou são ilusões: todos são ilusões. Ilusões que podem me prejudicar, me ferir, se quiserem, mas apenas por uma questão de proximidade física, que não se traduz em nada mais. O mundo, meu mundo, é feito de nuvens e névoas, de desertos e miragens, de incríveis perdas de tempo. O mundo é como os milhares de canais da TV: muito pouco se aproveita.
Inércia, consciência, responsabilidades, só isso me mantém onde estou. Se pudesse, não estaria. Iria para Marte, como o Doutor Manhattan, de Watchmen, ou para alguma ilha do Pacífico, como Gauguin, ou...
Não interessa, eu sei. Não faz a menor diferença que eu não esteja aqui. Nada faz a menor diferença: aos vencedores, as batatas, "and the rest is silence".
(imagem: outro mundo)
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
The american religion
Havia um problema na minha família que precisava de uma solução urgente - eu sugeri uma maneira de resolvê-lo, pedindo que se evitasse uma outra determinada solução, pois essa outra solução poderia ter alguns inconvenientes. Pois bem, a decisão da família foi fazer justamente do modo que eu pedi para ser evitado. Conclusão: hoje, às oito da manhã, fui acordado por um telefonema que informava que os inconvenientes que eu previ se realizaram.
Eu tive uma namorada que me disse que se alguém a avisasse que ela deveria frear para não bater na parede, aí é que ela iria acelerar.
Pois é, ninguém gosta de admitir que pode estar errado. Mesmo quando o erro aparece, as pessoas sempre encontram justificativas e explicações que dizem que não foi bem assim, que elas não erraram, que não houve erro.
Um exemplo histórico, pouco conhecido dos brasileiros, diz respeito ao fim do mundo. Na segunda metade do século XIX, quando a teoria da evolução, de Charles Darwin, foi lançada, ficou claro para os cientistas que, se a teoria estivesse certa, a Terra, nosso planeta, deveria ter uma idade muito maior do que a que se supunha até então, para que a vida houvesse tido tempo de evoluir, num processo naturalmente lento, de formas simples até formas mais complexas como as que vemos hoje.
Na época, uma idéia bastante difundida entre as pessoas é de que o mundo era jovem, com poucos milhares de anos. Várias estimativas da idade da Terra foram feitas tendo por base a Bíblia (inclusive por Isaac Newton) e todas elas davam como certo que a Terra seria muito jovem.
A mais famosa dessas estimativas foi pelo pelo arcebispo irlandês James Ussher, que chegou a estabelecer que a Terra teria sido criada no anoitecer do dia 23 de outubro do ano 4004 antes de Cristo, e com base numa dessas estimativas, propagada por um sujeito chamado William Miller, milhares de cristãos estadunidenses ficaram esperando o início do fim do mundo, com a segunda vinda de Jesus Cristo, para o dia 22 de outubro de 1844, num episódio que ficou conhecido como o Grande Desapontamento (essa história é contada, por exemplo, por Harold Bloom, no livro "The american religion").
Aparentemente, Cristo não veio, pelo menos do jeito que era esperado. É claro, porém, que logo se descobriu que não foi Cristo que não veio: as pessoas é que não viram Cristo. Eis o que diz a wikipedia:
"Eles se convenceram que a profecia bíblica previa não o retorno de Jesus à Terra em 1844, mas que Ele começaria naquela data um ministério especial no céu (juízo investigativo)."É interessante o que aconteceu com um certo grupo:
"Miller baseou seus estudos da volta de Jesus em 1844 numa crença popular que dizia na época que "a terra era o santuário". Quando ele interpretou no livro de Daniel "purificação do santuário" seria a purificação da terra. Os Adventistas (que mais tarde originou os Adventistas do Sétimo Dia) ao re-estudarem as profecias, verificaram que o santuário a que se referia o livro de Daniel era o Santuário Celestial, pois quando Moisés iniciou a contrução do santuário com o povo de Israel ao saírem da escravidão do Egito, Deus lhes mostrou um modelo que era cópia do verdadeiro santuário. Vide os textos: "Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus pertences, assim mesmo o fareis... Atenta, pois, que o faças conforme ao seu modelo, que te foi mostrado no monte." Êxodo 25:9, 40; "ORA, a suma do que temos dito é que temos um sumo sacerdote tal, que está assentado nos céus à destra do trono da majestade, Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem." Hebreus 8:1-2; "Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus." Hebreus 9:24. Do pequeno grupo que se recusou a desistir depois do "grande desapontamento" surgiram vários líderes que construíram a base do que viria a ser a Igreja Adventista do Sétimo Dia e deu origem à interpretação da profecia já citada."Enfim, dizem que num casamento há duas partes envolvidas: uma que sempre está certa e o marido. Por uma questão de nascimento e genética, eu só posso ser o marido...
(imagem: segundo alguns estudiosos, que devem ser os únicos capazes de interpretar corretamente o calendário maia, o mundo acaba em 2012 - se cuida!)
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Cem anos de solidão
A revista Scientific American Brasil traz sempre uma coluna chamada "50, 100 & 150 anos de memória", e neste mês há a seguinte informação, vinda lá de fevereiro de 1910:
"A inundação de Paris fez com que muitas das ruas da metrópole ficassem tão navegáveis quanto os canais de Veneza."Imediatamente, me lembrei de ter lido muito recentemente algo, acho que na Folha de São Paulo, com um título como "Benvindo aos anos 50!", em que se argumentava que só agora os padrões brasileiros de consumo ou renda estariam se igualando aos padrões estadunidenses dos anos 50. Pois bem, acho que em São Paulo o tempo é outro: estamos muito no passado, mesmo.
Só para fazer outra comparação, dá para encontrar na wikipedia, no verbete "Metro da Cidade do México", que "a primeira linha do metro servia 16 estações e foi aberta ao público em 1969. Desde então foram efectuadas várias expansões sucessivas à rede; actualmente é composta por 11 linhas, 175 estações e 177 km de linhas." Quantos quilômetros tem o metrô de São Paulo? A wikipedia também responde: "a malha de metropolitano de São Paulo possui 62,3 km e 56 estações"...
(imagem: metrô é isso, não o que eu tenho lá em casa...)
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