sábado, 2 de outubro de 2010

Política


Amanhã é dia de eleição para presidente, senador, governador, deputado federal e deputado estadual.
Eu prefiro ciência, eu prefiro poesia, eu prefiro amor, mas não posso esquecer da política. Fui eleito um punhado de vezes, para um punhado de coisas: representante dos estudantes aqui, membro do centro acadêmico ali, representante dos docentes, vice-diretor - sempre eleito, nunca indicado.

É, eu prefiro ciência e poesia, mas não posso mesmo esquecer da política. É por meio da política que se pode ajudar a construir um mundo com mais ciência e poesia. Sem pão, até dá para escrever uns artigos, ter idéias, sonhar; mas é muito mais fácil fazer isso de barriga cheia. E é a política que direciona o caminho de uma sociedade, indicando quem, na sociedade, vai receber mais ou menos pão.

Eu sonho com uma sociedade em que o pão abunde, sobre, em que não sejam necessários milagres que transformem uns poucos pães em alimento para uma multidão, uma sociedade em que todos, conhecendo a ciência, não esperem milagres, mas em que as multidões leiam e façam ciência e poesia. Eu sonho, irrealmente, com uma sociedade cheia de pão, ciência e poesia.

É claro que a realidade não está nem aí para com os meus sonhos. Eu é que tenho que ver, na realidade, como fazer meus sonhos frutificarem, ou pelo menos como fazer algo que aproxime a realidade de meus ideais. E isso não é uma tarefa fácil: o mundo real, especialmente o da política, parece não ter nada de ciência e poesia.

Só que eu sei que há poesia em muitos lugares: por que ela não estaria na política também?

Dos candidatos que se apresentam a presidente, onde está a poesia, onde a chance de uma melhor distribuição de pão, onde o apoio à ciência? Para mim, a resposta é clara: eu voto no partido da borboleta, da estrela, do sonho que é possível.

Pois é, eu, amanhã, vou votar a favor de muita coisa, mas também contra outras coisas, contra o preconceito, contra a "tradição", contra o elitismo, contra o medo, contra quem quer "salvar o Brasil", contra modismos: eu quero mais é voar e permitir que todos, independente da instrução e da renda, voem também, em direção às estrelas e aos sonhos. Pão, paz e sonho para todos, se não hoje, ou amanhã, nalgum dia, a partir das sementes plantadas agora.

Eu não tenho mesmo medo de ser feliz, e queria que todos fossem...

(imagem: meu sangue é vermelho, como algumas regiões do céu, como algumas estrelas, e não azul, pois não há ninguém de sangue azul, tanto como não existem, na natureza, tucanos azuis; em política, tradicionalmente o vermelho é a cor da esquerda e o azul da direita, em ligação com a revolução francesa: havia quem defendia o povo, de sangue vermelho, e havia quem defendia a nobreza, o sangue azul - "Eu estou do lado do bem. E você de que lado está?")

2 comentários:

Sérgio Vianna, de Brasilia disse...

Bela pronúncia! Amanhã, vá com sua poesia em mente, repetindo-a sem cansar, até o momento em que a tecla verde do "CONFIRMA" for acionada.
Bom voto! Viva o Brasil do Bem.

Letícia disse...

Olá amigos, deixo aqui a minha dica:

A Rede de Popularização da Ciência e da Tecnologia da América Latina e do Caribe (Red-POP) recebe até 15 de novembro, propostas de trabalho para a 12ª Reunião Bienal que acontece no Brasil, organizada pelo Museu Exploratório de Ciências (MC), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), de 29 de maio a 2 de junho de 2011.

Com o tema “A profissionalização do trabalho de divulgação científica”, o encontro aceitará tanto trabalhos de pesquisa, de caráter acadêmico, quanto de profissionais da área, interessados em relatar suas experiências. Cinco eixos temáticos vão nortear a 12ª Reunião: Educação não-formal em ciências; Jornalismo científico; Programas e materiais para museus de ciências: materiais e práticas concretas; Museografia e museologia científica; Público, impacto e avaliação dos programas.