segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Plantas e flores


Eu sei escrever, obviamente. Mas eu sei também ler e falar inglês - e um pouquinho de espanhol e francês. Ainda: sei fazer cálculos complicados, e sei um bocadinho de biologia. Eu já li muita literatura, boa e ruim, e já vi um sem-fim de filmes e seriados da TV. Eu tenho diplomas. E um emprego. E uma casa. E um blog.

Mas nada disso é nada: eu queria um poema, que eu sei qual é, ou como seria, mas que não consigo escrever. É isso mesmo: apesar do que eu sei, eu não sei escrever um poema. Não qualquer um, mas o 'meu' poema, que fale o que eu sinto agora - e sempre.

Eu não presto. Pelo menos não para a poesia. E, no entanto, eu sinto!... Está aqui, não ao meu redor, mas em mim, toda a poesia do mundo, a sorrir dentro dos meus olhos, caçoando de mim como só uma criança alegre pode, como uma planta comum, cujas flores aparentemente ordinárias são tão complexas - e lindas - quanto a mais formosa das rosas.

(imagem: um poema modelo, simples, de umas poucas letras...)

2 comentários:

Rafael Reinehr disse...

Apesar de escrito em prosa, este texto já é um poema. Talvez ainda não "o" teu poema, mas mesmo assim, já é um rascunho.

Dedalus disse...

Caro rafael, estou lhe devendo uma conversa há muito tempo - mas a vida só tem me causado atrasos... Obrigado pelo comentário, mas um blog é isso mesmo: um caderno de rascunhos escrito em público.