terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Sete anos de pastor Jacob servia...

Eu sempre que tenho tempo ando xeretando na internet em busca de textos e informações interessantes em blogs. Muitas vezes deixo um comentário aqui e acolá.

Bem, recentemente visitei um blog de astronomia que apresentava numa postagem a provável razão de termos semanas de sete dias - não, não tem nada a ver com a agenda de Deus na época da criação. Há sete corpos celestes "especiais" que são visíveis a olho nu: cinco planetas (Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno), a Lua e o Sol. Assim, temos um dia para o Sol (ou, em inglês, Sunday), um dia para a Lua (em inglês, Monday), um dia para Marte, etc, etc... Em espanhol a coisa fica bem clara: nessa língua os dias da semana, fora o sábado e o domingo, são lunes (da Lua), martes, miércoles (de Mercúrio), jueves (de Júpiter), viernes (do latim veneris, ou seja, de Vênus).

Enfim, a culpa é da astronomia.

Mas não é só isso: sete era um número sagrado para os antigos. Digitando no Google "sete numerologia" pode-se encontrar um punhado dessas crenças ligadas ao sete - sete pecados capitais, sete cores do arco-íris, sete pragas do Egito, etc (sem contar os sete anos de pastor do velho testamento que viraram belo soneto de Camões, com 2x7=14 linhas). Essa fixação pelo sete vinha da sua ligação com os números da divindade (3) e do mundo material (4) - afinal, 3+4=7...

Bem, na verdade, tudo isso tem a ver com o teorema de Pitágoras: o triângulo retângulo mais simples que se pode ter usando só números naturais tem lados (os catetos) de tamanhos 3 e 4, e hipotenusa de tamanho 5... Parece mágica, e foi assim que os povos antigos entenderam essa "conjunção" dos três números num triângulo retângulo. Logo, o 3, o 4 e o 5 se tornaram sagrados, assim como suas somas 3+4=7 (lados do triângulo) e 3+4+5=12 (perímetro do triângulo).

O 12 aparece como base de nossa contagem de tempo, sendo até mais fundamental que os dias da semana: temos dias de doze horas seguidos por noite de doze horas, em anos de 12 meses. E cada hora tem cinco grupos de 12 minutos, ou seja, 3x4x5=60 minutos...

E é de 60 segundos em 60 segundos que o tempo passa - o meu para fazer essa postagem já se acabou: fica mais para outra, que o 12 tem mais a dizer.

(imagem: demonstração do teorema de Pitágoras, sem uso de álgebra, por pura geometria)

6 comentários:

Rafael Reinehr disse...

Sempre me encantei com os números e as relações que eles possam ter com a Natureza. A Natureza são números, disse alguém uma vez. Não concordo integralmente, pois minha ignorância e falta de fé nesta afirmação me permitem acreditar em variáveis espirituais qualitativas não-numéricas. Ou seriam estas também passíveis de redução a um modelo matemático?

Hummm... Preciso de um café...

L. Felipe A. disse...

é dificil imaginar o mundo sem este tipo de organização temporal, nos guiamos por horas, dias e anos, e antes disso como era? não era será?
como antes do big bang, nao tinha antes...

grande abraço

http://www.oamigodewigner.blogspot.com

tomei a liberdade de linkar o seu blog no meu...

Dedalus disse...

Caro Rafael,

Mas uma variável qualitativa não pode ser reduzida a número? Por exemplo, se a qualidade A está ou não presente no objeto B, dá-se o valor 0 (ausência) ou 1 (presença) a A numa análise de B...

Caro L. Felipe A.,

Não sou antropólogo e conheço pouco a disciplina, mas creio que mesmo as sociedades mais primitivas têm algum tipo de contagem de tempo. A escolha da base 12 parece que é coisa dos babilônios (milhares de ano no passado)...

Obrigado pela visita e pelo link!

Um abraço!

Anônimo disse...

Caro Dedalus

Quantos orifício ou buracos que que o corpo humano tem?

Sete, conte.

Na mulher são 8.

Quantos órgãos uma sociedade primitiva detecta quando um de seus membros masculinos morrem?

Doze
2 testículos
2 rins
2 pulmões
1 baço
1 coração
1 fígado
1 pâncreas
1 cérebro
1 intestino

Na mulher há mais 1 o útero. Formando 13 número mítico.

Abraço,

Dedalus disse...

Caro anônimo,

Comentário interessante esse seu, mas fiquei com umas dúvidas: você conta o nariz como dois orifícios? Para mim essa não é uma contagem tão óbvia. Será que os povos antigos tinham a mesma noção de órgãos que nós? E os olhos, não entram na contabilidade? E o estômago? Traquéia? Cordas vocais? Umbigo é orifício?

Note que a matemática com números naturais é universal. Já as noções de biologia podem variar - e variam - de cultura para cultura.

Um abraço!

Anônimo disse...

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