terça-feira, 17 de março de 2009

Geografia

Ando bastante ocupado, quase sem tempo para postar ou responder comentários - meus leitores, me perdoem, por favor - mas não posso deixar passar em branco uma notícia que vi na TV e nos jornais de hoje: o governo do estado de São Paulo, o estado mais rico do país, governado pela elite mais culta do país (ou seria do mundo?) está distribuindo uma apostila de geografia (mas o governo federal não distribui livros gratuitamente às escolas? haverá necessidade desse programa estadual?) onde há um mapa da América do Sul com dois Paraguais, um junto com a Bolívia e outro no lugar do que eu conhecia como Uruguai. Além disso, nesse mapa o Equador não aparece (uma reportagem completa aparece num blog famoso).

E eu falando de doutores que cometem erros ortográficos em blogs: perto disso não é nada mesmo...

(imagem: a Desciclopédia já sabia que o Uruguai não existe mesmo...)

4 comentários:

Ruth Mendes disse...

Dedalus,

imagine como deve ser um excelente negócio,para uma empresa, ser um fornecedor de material didático para uma rede pública de ensino( são milhares de alunos). Quando o material didático tem boa qualidade, os alunos e professores são atendidos nos seus interesses. Mas quando isso não acontece, como no caso da apostila distribuida aos alunos da rede pública de São Paulo, qual interesse está sendo atendido?
Dos empresários do setor?Talvez...
do partido político?Talvez...
Um abraço.
Ruth

Anônimo disse...

Agora apareceu um livro didático de ciências, da Editora Escala, no qual se diz que o sistema solar é formado por 10 planetas.

Aff... KNX

Dedalus disse...

Cara Ruth,

Fora o atendimento de interesses (que eu acho grave) há o descaso, ou descuido puro e simples, que é um sintoma de como a cultura e o conhecimento são tratados hoje, na "era da informação"...

Caro KNX,

Tudo bem, a definição de planeta mudou recentemente, o que pode ter causado algumas confusões, mas o Paraguai não mudou...

Um abraço a ambos!

Anônimo disse...

De fato, há uma boa justificativa. Tomara que os professores aproveitem o ensejo para discutir o que há de criteriológico em ciência.

KNX